sexta-feira, 27 de novembro de 2009




Quando eu nasci, era Preto;
Quando cresci, era Preto;
Quando pego sol, fico Preto
Quando sinto frio, continuo Preto
Quando estou assustado, também fico Preto.
Quando estou doente, Preto;
E, quando eu morrer, continuarei preto!

E você, cara Branco,
Quando nasce, você é rosa;
Quando cresce, você é Branco;
Quando você pega sol, fica Vermelho;
Quando sente frio, você fica roxo;
Quando você se assusta fica Amarelo;
Quando está doente, fica verde;
Quando você morrer, você ficará cinzento.

E você vem me chamar de Homem de Cor!!??"

( Autor desconhecido )

terça-feira, 27 de outubro de 2009



“ O que é o flerte? Pode-se dizer que é um comportamento que deve dar a entender que uma aproximação sexual é possível, sem que essa eventualidade possa ser entendida como uma certeza. Em outras palavras, o flerte é uma promessa de coito, mas uma promessa sem garantia.
....Tomas não para de persuadi-la de que entre o amor e o ato do amor há uma grande diferença. Ela recusava-se a admiti-lo. No momento está cercada de homens que não lhe inspiram a menor simpatia. Que sensação lhe daria dormir com esses homens? Tem vontade de experimentar, nem que seja sob essa forma de promessa sem compromisso que é o flerte.
...Leva as coisas muito a sério, vê tudo pelo lado trágico, não consegue entender a leveza e a futilidade alegre do amor físico. Como gostaria de aprender a leveza!Queria que a ensinassem a não ser anacrônica!
Se para outras mulheres o flerte é uma segunda natureza, uma rotina insignificante, para ela, doravante, é um campo de investigações importante que deve ajudá-la a descobrir aquilo de que é capaz. Mas por ser tão importante, tão grave, seu desejo de agradar perdeu toda a leveza, tornou-se forçado, intencional, excessivo. O equilíbrio entre a promessa e a ausência de garantia (em que reside precisamente o autêntico virtuosismo do flerte!) foi rompido. Está muito inclinada a prometer, sem mostrar de maneira suficientemente clara que sua promessa não a obriga a nada. Ou por outra, todo mundo pensa que ela é extraordinariamente fácil. Depois, quando os homens reclamam a realização daquilo que lhes tinha sido prometido, esbarram numa súbita resistência que só podem explicar pela crueldade requintada de Tereza. ”

( Milan Kundera - A insustentável leveza do ser)

sexta-feira, 16 de outubro de 2009


MASOQUISMO


O Prazer em sentir dor

Vamos direto ao assunto..Tentando me decifrar li de Hitler à Freud e de acordo com o Wikipédia (Masoquismo é uma tendência pela qual uma pessoa busca prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente) Dor fisica e emocional tbm...No meu caso emocional, nada mais prazeroso que ser ignorado, percebi nisso um prazer incrível...Não sou a dona do pedaço mas até que atraio homens interessantes que aos meus olhos são malas sem alça, mas é só pisarem um pouco para me terem em mãos... então, sendo que masoquismo é o prazer em sentir dor, isso explica porque aguentei por 5 anos de agressões fisicas e verbais, todos sempre me perguntam...Se durou tanto tempo, algo de prazeroso deveria ter, mas nunca encontro algo como justificativa, me sinto culpada cada vez que não encontro a justificativa...poxa alguma coisa de boa deveria ter penso eu, percebi que talvez fosse prazeroso levar tapas, empurrões e ser enforcada às vezes, nada sexual apenas no dia-a-dia, sexualmente isso a cada 4 meses ele se mostrava mais antencioso ao cigarro, o que tbm representava uma maneira de humilhação pq não? E pq eu nada fazia após tantos insultos gritados, agressões e falta de carinho? Talvez pq meu inconciente dizia que aquilo era prazeroso.....de acordo com Freud eu seria apaixonada por meu pai, já que ele maltratava tanto minha mãe em minha frente, o engraçado é que quem sempre comandou a casa foi minha mãe, ela tinha a cabeça, a voz de comando e o dinheiro no bolso, no entanto levava tapas sem argumentos, talvez ao meu ponto crítico de visão infantil achava que ela tinha feito algo errado e merecia aquilo por ser tão audaciosa....cresci e passei a ver que talvez esse fosse tbm meu destino, sempre tive em minha adolescencia paixões platônicas, paixões que em ápice de angustia tinha vontade de cortar a pele e assim o fazia, a dor emocional só se aliviava sobre a pele e a dor fisica era totalmente psicológica, sentia um imenso prazer em fazê-lo... não se assustem, não me corto mais, mas isso explica muita coisa...Em busca de compreender qual padrão masculino se encaixaria para o homem perfeito, ví que este não existe, modestia a parte sou a guerreira, a piã da obra, a comandante e a juiza, qual homem conseguiria fazer com que eu me sinta mulher? simples...oque me deixaria sentir menos que ele, me sentir vulnerável a ele...Ou será que eu ainda não encontrei o homem Homem o suficiente para ser tudo oq sou e me fazer mulher com um simples gesto de carinho?
Adê

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sabe aquela sensação de plenitude, de sentir-se completo? De repente acordar e perceber que não precisamos de nada nem ninguém para sermos felizes? Experimentar aquele sentimento interno de que o universo basta. O pôr do sol, o céu, as nuvens, estrelas, a terra, a lua, o calor, a natureza, o respirar e inspirar... Suspirar! Isso tudo somos NÓS?
Sim! Especialmente quando nos permitimos viver com esse propósito parte de um algo muito maior. Maior do que qualquer relação que possamos sequer sonhar... Deixamos de ser parte para nos tornar um TODO. Passamos a viver como se ESTAR fosse igual a SER... Bem, é possível! Saiba que sim.
Há vida, sim, dentro de qualquer relacionamento e antes ou depois de qualquer relação. De qualquer rompimento. Somos verdadeiramente mais quando nos permitimos simplesmente existir. E, nesses momentos, SER será sempre mais que TER.
Quando pensamos que TEMOS o outro enlouquecemos por um amor não sadio. Escravizamo-nos e passamos a não querer incomodar. Não poder aparecer. Não poder existir... Tornamo-nos quase invisíveis e até porque não insensíveis... Deixamos de apreciar a vida para apreciar a outro. Incrível e triste.
Quantos de nós não agimos assim o foco no outro. O amor desbalanceado e pronto! Estamos lá sem nada. Famintos, desesperados, esperando por um tipo de alimentação que, infelizmente, não tem como vir de fora. Não tem como vir da fonte que escolhemos e (imaginamos) sem a qual não existiremos...
Anulação
Então, quando assim, nessa situação de quase total anulação, não há céu, não há sol, não há nuvens, não há nada no entorno que nos toque... Nada ao redor que possa nos inspirar e tirar do "marasmo"...
Fica, então, a pergunta: o que é melhor? Morrer de amor? Ver-se em uma situação limite de não existir para encontrar uma história ou abster-se desse mundo complexo das relações e contemplar o mar, a areia, o azul, a imensidão que está a nossa volta?
Quero crer que nem tanto céu, nem tanta terra... O caminho é sempre mesmo: o caminho do meio, o equilíbrio. Aquele que nos permite viver e amar. Viver toda a plenitude e, mesmo sabendo-se completos,encontrar espaço e tempo para também incluir o outro.
Acordado(a)
Para fazer isso, é preciso permanecer acordados, presentes, donos dos nossos sonhos, desejos e objetivos. Estar com outro sem perder o sentido do SER. Ser melhor a cada dia que passa. Ser único porque assim viemos. Estar no relacionamento e viver a vida. Aproveitar com ou sem o outro cada novo amanhecer. Manter-nos, afinal, abertos ao milagre da vida. Às possibilidades, às oportunidades, permanecer com a auto-estima elevada. O espírito leve. A alma quieta... Relacionamentos fazem parte não são em si TUDO

Por Sandra Maia*/Especial para BR Press

quarta-feira, 26 de agosto de 2009




Como é engraçado perceber que o ambiente, pessoas e principalmente a música influenciam em fases da nossa vida.
Ainda criança por volta dos meus 8 anos, meus filmes prediletos eram faces da morte e autopsia,repetia varias vezes comendo miojo o mesmo filme , influencia: Tio doido que tinha um quarto de mobilha preta e na parede um enorme cemitério desenhado com crepúsculo e tudo, a aparência que se tinha era que a cama era um túmulo...achava aquilo incrível, até dormir um dia no quarto dele e de repente surgiu um medo....”tio to com medo desse cemitério” ...ele: “ eu tbm” e no outro dia pintou o quarto de branco...na mesma época uma vizinha doida me fez apaixonar por rock, rock light, gun’s,Pearl Jam e legião....Hoje odeio legião, ela ouvia todos os dias era um porre só, mas na época gritava com ela Eduardo e Mônica e patience.
Alguns anos se passaram e, por volta dos 12 anos o mesmo tio doido deixou de ser DJ e me doou os discos de vinil , em plena era do digital, pirei com o vinil, amei B52's, áfrica bambata, Bomb the bass,information society e outros do mesmo estilo, lembro que meu tio dizia que quase para falir o salão que era todo de vidro e dava para ver de fora o povo dançando, ele pegava mais 3 amigos ligava o som e luzes e dançavam correndo no salão para parecer cheio e o povo entrar rsrs.
Mais tarde de tanto ficar em casa fuçando na internet, descobri o rammstein, Marilyn Manson, Sepultura, White zombie, já com meus 15 anos afundei num mundo de som pesado e virei freqüentadora da famosa galeria do rock, vivi tempos de total individualismo depressivo, nas horas vagas fazia tattoo de henna no povo do colégio, tinha o sonho de ser tatuadora ou legista, era como regressar aos 8 anos em tempos de miojo e faces da morte... do rock pesado foi um passo para o gótico, já me maquiava como e passei a me vestir como também, e aos 17 passei a freqüentar baladas do tipo madame satã e refletir sobre a vida em cemitérios, me apaixonei pela arquitetura gótica, queria ter um gárgula em casa...conheci gente nova e em plena época da ALCA, me reunia com estudantes grande parte anarquistas assumidos para manifestações contra a ALCA, virei um pouco punk na época por conta da convivência, e descobri o sex pistols, troquei as botas de gótica e corpetes por all star sujo e jeans rasgado e passei a fazer defesa pessoal..até um dia que em plena manifestação que era para ser feita apenas em uma das vias da paulista uma caminhada até o MASP, parte dos manifestantes ultrapassaram para a outra pista e começou a pancadaria com bombas de gás, vi que aquilo era punk demais para mim, peguei metrô e fui embora sem olhar para trás....Então aos 19 decidi levar uma vida mais leve e serena, comprei roupas novas e me destacava por deixar nítido traços indígenas, usava tranças, muita pena e buscava paz na natureza, descobri Poliphonic Spree, ouvia musicas celtas e acordava cedo aos domingos para assistir " quem tem medo de música clássica" que saudade daquele bom velhinho, transformei meus instintos depressivos e rebeldes em paz interior e pensamentos positivos, pirei ao ler secrets, fazia dança do ventre e contava de 10 a 0 cada vez que me via alterada....certo dia cansei dessa calma toda , era sereno demais para uma pessoa agitada como eu, como manter a calma em 10 segundos? Tentei ser normal aos 21 freqüentando baladas Vila Olímpia que era de uma chatice só, odiava as músicas A La estilo Black e funk music que na época foi uma explosão, mas fazia meus sacrifícios já que todos que andava na época gostavam, mas chegou uma hora que foi torturante demais e resolvi me retirar, deixei de freqüentar qualquer lugar e parei com tudo, faculdade, amigos, cursos, isolamento total...só trabalho e namorado, esqueci quem era por um tempo...Acordei para o mundo neste ano aos 25 anos, agora tudo é tão diferente,e vejo tantas pessoas em todas essas fases underground da vida e relembro tempos passados, onde tudo era idealização era sonhador e de total encantamento. Hoje não sei quem sou nem a que estilo pertenço,ouço de Janis Joplin a Lady gaga, talvez eu seja eu mesma agora, talvez tenha sido necessário passar por todas essas fases para ver a vida comum ao meu modo incomum, talvez isso se chama apenas amadurecimento.
Adê.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

ARMAS DE FOGO


  • Hoje 12/08 , mais precisamente às 18pm, vivi uma cena que talvez ficará sempre em minha memória, cena em HD TV dos melhores filmes policiais que poderia existir.Pouco antes de fechar a loja, ouvi barulhos violentos no vizinho (uma borracharia), vozes diferentes gritando, “ Passa as rodas, ou atiro, eu atiro! Faz esse cachorro ficar quieto ou mato ele” e os 2 pitbulls latindo como nunca, barulhos assustadores de borracha batendo e gente gritando, conheço aquela voz nordestina do borracheiro de longe e ele nada dizia. Imediatamente, falei para fecharem minha loja, e o Fulano que trabalha comigo resolveu dar uma espiada na borracharia, e eu gritava, “ seu louco volta aqui, vai levar um tiro na cabeça!” e ele voltou assustado e fechou a porta de aço, dizendo que tava todo mundo no fundo da borracharia.

    Minha mãe há essa altura estava de pernas bambas como sempre e meu pai com os olhos arregalados e sentado na primeira cadeira como se fosse um zumbi, incrível como nessas horas a pessoa mais agitada é a que fica mais calma, liguei para a policia e narrei os fatos, dava para a atendente ouvir os barulhos, não satisfeita liguei tbm do celular, já que uma vez liguei e nada fizeram, pensei que seria melhor ligar duas vezes.

    De repente todos se calam...puts, amarraram todos ...será que mataram os cachorros?em questão de minutos começaram a bater na porta da loja, todos longe da porta e assustados, lá vai eu abrir a porta de aço.

    Dei de cara com 4 policiais ajoelhados e 6 em pé frente a porta, mais alguns do outro lado da rua, todos bem armados e em posição de ataque ... 7 viaturas fechava a avenida para que ninguém passasse.

    Céus!!!! Todos com as armas apontadas em minha direção!!!! ...ainda bem que é em são Paulo, se fosse no rio de janeiro acho que no mínimo teria levado um bom spray de pimenta

    Pensei.... qqqqqq eu faço? Gaguejei até em pensamentos.....parei com a mão para cima conforme tinha acabado de abrir a porta.

    De longe um policial, “ tudo bem mocinha?” estão aí ainda?

    “ Não é no borracheiro!” e quando olho pro lado o borracheiro com as mãos pra cima dizendo “ não,não....não teve nada aqui, quando os policiais chegaram pensei que fosse aí na sua loja” E eu expliquei tudo pros policiais e pro borracheiro e ele falou: “ é que eu tenho um cliente palhaço que chega fazendo brincadeira, e meus cachorros não gostam dele e ele fica provocando porque sabe que eles são treinados para assaltos.”

    E a minha cara?.....onde fica?....isso é tipo de brincadeira que se faça? Pena o infeliz não estar mais lá, levaria uma carcada dos policiais....aliás foi bom não estar, acho que se pegassem ele no auge da brincadeira, ele sim teria no mínimo levado um bom spray de pimenta....o bom é que o borracheiro nunca mais deixará alguém fazer esse tipo de brincadeira....agora só risos....ainda bem que não estava com minha pochetinha de perna da Lara Croft senão me sentiria a própria legend.

Adoro escrever, mas não gosto de postar longos textos, mas já aproveitando a linha do raciocínio, volto no tempo e lembro dos antigos assaltos que presenciei.



  • 1°

Tinha meus 7 anos, estava tarde da noite voltando com minha mãe da casa de uma amiga dela que morava na rua detrás, minha mãe segurava uma torta na mão e na outra minha pequena mão...já estávamos na esquina de baixo de casa quando surge descendo a rua 4 motoqueiros atirando para o alto, estavam comemorando uma assalto...sai correndo em desespero, cheguei no portão de casa e pulava dizendo..” abre logo mamãe!!!” quando olho pro lado, cadê a mamãe?....olho pro fim da rua e lá está ela, em pose de chaves quando está com medo...voltei correndo e a puxava pelo braço...” vai mamãe, estão chegando! Corre!” e ela não conseguia dar nenhum passo, parecia uma estátua, nem a torta saia do braço dela...voltei correndo pra casa da amiga dela e foram buscar minha mãe...que tomou água com açúcar lá mesmo.

  • 2°

Formatura do colégio, e eu passando muuuito mal, pálida e botando para fora por todos os lados tudo que comia, mesmo assim fui ao centro com minha mãe comprar minha sandália perfeita para a ocasião, na volta dentro do ônibus, sentada no ultimo banco, comecei a cochilar, estava morta e morrendo de vontade de vomitar, suava frio...de repente o rapaz que estava sentado em frente virou com uma arma e ....” Nossa como você está horrível menina!, oq você tem? E eu passando mal, pensava...não creio o sujeito com uma arma apontada para mim querendo saber o que tenho? Nisso todos no fundo do ônibus já estavam surtando, e minha mãe respondeu: “ ela passou mal o dia todo” e ele: “ passa a bolsa senhora!” e ela pegou minha bolsa...e o assaltante” Essa bolsa é dela?, não coitada, não quero pegar nada dela não!...nossa se ta mal mesmo hein!”...tentou pegar um dinheiro que estava com minha mãe mas eu fingi um desmaio e cai no colo dela...resumindo, assaltou a todos do fundo do ônibus, menos minha mãe e eu.


  • 3°

Dia de loja cheia, não dávamos conta de atender, eis que chega um caminhoneiro e logo em seguida 2 motos com os assaltantes, em plena luz do dia, e na cara de pau desceram da moto já com a arma apontada, nunca havia visto arma tão grande e cromada, tinha dois canos, todos saíram correndo, e me deu um ataque de bobeirol, disse: "entra!” logo pensei...como assim louca? Abre o balcão pro assaltante? e um deles falou:”Fica quietinha, só queremos o dinheiro desse Mané, não iremos tocar em nada!”...sentada esperei o assalto terminar, coitado do caminhoneiro, levaram R$ 4.000,00 dele naquele dia e ainda o deixaram sem roupa.

  • 4°

Pagamento de contas, fui levar minha mãe ao banco e esperei no carro, de lá levei ela para outro banco fazer depósitos, estacionei num mercado,minha mãe desceu e pensei “ vou ouvir um som e tirar um cochilo”, eis que surge um motoqueiro... lembro da arma preta velha, moto preta encerada, com um adesivo de um palhaço no tanque. Camiseta azul e outra amarela cobrindo a placa, com o capacete aberto via nitidamente os traços dele ... ” Cadê o dinheiro?” “- que dinheiro?” ” - não se faça de boba! O dinheiro que você tirou do banco!”.......“ – nem fui ao banco hoje!” “- Para de graça! Eu sei que foi! Anda po##@” “ – Juro que não fui!” ... afinal não tinha ido mesmo, esperei do lado de fora, isso para mim não é exatamente ir ao banco “ então cadê a pessoa que tava com vc?!” “ ah sim, a senhora que estava comigo...sim ela sim foi ao banco!” “ cadê o dinheiro então pó##@” “ ela não está mais comigo, saiu com o dinheiro” Nisso chegou um carro e estacionou bem atrás e ele saiu correndo ...ainda bem não sei por quanto tempo conseguiria enrolar, parte do dinheiro estava no console dentro daqueles envelopes de banco e ele nem viu.Dias se passaram e atendi um rapaz na loja,”caramba! Acho que te conheço de algum lugar!” “não,acho que não” disse ele....quando olho para fora, lá estava a moto encerada preta com o adesivo do palhaço, fingi naturalidade e o atendi normalmente, pagou e foi embora, desde virou um cliente da loja, mas nunca falamos sobre.

  • 5º

Nesse não estava, acho que se estivesse não teria sido assaltada, acho que peguei o jeito de enrolar assaltantes, me faço de morta ou de retardada...Num sábado, um motoboy queria um trabalho mas queria ver na tela do micro, sábado já é um dia super exaustivo,” quer saber vou deixar ele entrar pra me livrar logo” ele foi atendido de capacete no balcão e de capacete entrou no escritório...disse que não gostou de nada e foi embora...segunda-feira de manhã, encontramos a porta arrombada, teto quebrado, roubaram máquinas, computador, telefone, fax, impressora, scanner....deram um prejuizo danado e certamente venderam tudo por uns trocados. Ainda bem que não conseguiram levar a máquina que mais uso e nem o micro que continha todas as informações dos clientes, porque a anta aqui, faz back-up,mas deixa o DVD no micro.Agora ganhei um teto novo de aço, e vivo praticamente num carro-forte, cheio de portas e janelas com grades com um teto de aço sob o forro...me sinto como um pássaro, trancada a 7 chaves que chega a dar falta de ar, às vezes invento qualquer coisa para fazer nem que seja para ir a banca de jornal pra ler as noticias da capa e não comprar nada rsrs

Eita cidadezinha violenta a nossa hein? Ficamos presos enquanto muitos que mereciam vestir essa calça bege ficam soltos por aí...






segunda-feira, 10 de agosto de 2009




Sonhos


No final das contas tudo que levamos dessa vidinha são os momentos que achamos inesquecíveis, aos 25 anos vejo que ainda sou uma criança já que tem tanto mundo no mundo e tanto a conhecer e provar, e eu como todo ser humano ainda possuo meus sonhos, alguns possíveis e outros que ficarei sempre a sonhar...


  • Ver o pôr e o nascer do sol, esse incrível fenômeno ocorre todos os dias, mas ainda não tive oportunidade de contemplá-lo, chego a ter até raiva de fotos e filmes

  • Subir na super antena colorida da paulista.

  • Conhecer lugares exóticos como matchu pitchu por exemplo.

  • Provar culinárias exóticas ex. a boliviana, tem uma feira em são Paulo mas até hoje não a encontrei.

  • Aprender a comer sushi sem fazer cara feia.

  • Andar de Harley Davidson numa estrada de perder horizontes...gritando “ born to be wild” ou melhor, como no videoclipe“ amazing” do Aerosmith com um gatão pilotando.

  • Conhecer ainda mais gente de culturas e gostos diferentes.

  • Conhecer várias baladas.. bizarras, mundanas e clássicas

  • Aprender a virar estrelinha

  • Correr nua num crepúsculo beira-mar.

  • Nadar pelada.

  • Envelhecer sem plásticas e saber que todas minhas rugas valeram a pena e que não surgiram somente por conta de estressados dias em um escritório operando máquinas e computadores

  • Dormir e amanhecer abraçada com alguém que não seja minha mãe ou meu poodle, não que eu não goste , amo eles mas aos 25 anos acho incabível... dormir é um teste de plena confiança, sou como cachorro preciso dar as três voltinhas pra me sentir segura,mesmo que o ambiente seja confortável.

  • Um companheiro otimista e paciente pra fazer tudo isso e mais um pouco, que não me sufoque, que não seja um tormento em minha vida, que me dê espaço pra curtir os amigos, que me deixe com a sensação de liberdade mas com confiança, e que não me ligue ou procure todos os dias, pra me deixar sentir saudade, porque matar saudade é bom demais, e quando há saudade não há espaço para intrigas e sobrará tempo para realizar alguns sonhos.